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Demora na análise de aposentadoria: 5 razões que fazem o processo administrativo INSS levar mais tempo

Depois de uma vida inteira trabalhando, o segurado da Previdência Social precisa enfrentar um novo desafio para conseguir a aposentadoria: lentidão no processo administrativo INSS. A demora na análise de aposentadoria é desgastante e desanima quem precisa do benefício para sobreviver.

Em tese, depois que você dá entrada em um requerimento previdenciário, o órgão tem um prazo legal de 45 dias para analisar o pedido e conceder ou não o benefício. Mas, na prática, não é isso que se vê por aí. Tem gente que espera mais de um ano por uma resposta do Instituto.

Quer saber porque a demora na análise da aposentadoria acontece e o que fazer para o seu processo andar mais rápido? 

É isso que vamos mostrar a seguir. Você vai ver:

  1. 5 motivos que provocam a demora na análise de aposentadoria

          1.1. Redução no quadro nacional de servidores do INSS

          1.2. Mau funcionamento do portal Meu INSS

          1.3. Dificuldade dos segurados em lidar com a tecnologia

           1.4. Falha nas informações históricas do segurado 

           1.5. Problemas nos documentos apresentados pelo segurado

  1. O que fazer para o meu processo administrativo INSS andar mais rápido

5 motivos que provocam demora na análise de aposentadoria

A demora da análise da aposentadoria no processo administrativo INSS pode ter origem em falhas internas do instituto ou por desatenção do próprio segurado. Adiante, você vai ver as principais razões que causam lentidão nas análises.

1. Redução no quadro nacional de servidores do INSS

A população cresce e, por consequência, há aumento na demanda por benefícios da Previdência Social. Contudo, na contramão disso, o quadro de trabalhadores do INSS só diminui. Servidores se aposentam, mas não são realizados novos concursos com o intuito de substituí-los.

De acordo com a Associação Nacional dos Servidores Públicos da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), o INSS precisa de 16.548 novos servidores para suprir o déficit de pessoal.

Com a falta de gente para atender a população, é claro que os processos ficam mais lentos. Afinal de contas, o aumento no número de requerimentos não é proporcional à quantidade de servidores disponíveis para analisar esses processos.

2. Mau funcionamento do portal Meu INSS

A promessa da plataforma Meu INSS era reduzir as filas nas agências e agilizar processos. Mas a realidade é que o problema só mudou de lugar. As filas das unidades físicas migraram para os canais digitais.

O sistema apresenta falhas para anexar documentos, o acesso é instável e, muitas vezes, as informações prometidas não estão disponíveis no portal. Ou seja, a ferramenta ainda não funciona 100%.

3. Dificuldade dos segurados em lidar com a tecnologia

Vamos pensar um pouquinho: quem é que mais precisa dos serviços do INSS? Idosos, pessoas debilitadas e de baixa renda, certo? No geral, essas pessoas não têm conhecimento digital necessário para lidar com a modernização do INSS.

O que acontece, com frequência, é que os segurados se deslocam até as agências com o intuito de resolver as pendências pessoalmente, mas os servidores o mandam de volta para casa para acessar o serviço pela internet. Isso porque o acompanhamento dos processos só é feito pelo 135 ou pelo portal Meu INSS.

Com a dificuldade de lidar com a tecnologia, os segurados ficam sem acesso aos serviços que necessitam. Muitos deles não conseguem monitorar o andamento das solicitações, perdem prazos para apresentar eventuais documentos, precisam da ajuda de terceiros e, ainda, podem ser vítimas de pessoas mal intencionadas.

4. Falha nas informações históricas do segurado

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é um documento que reúne todas as informações trabalhistas e previdenciárias do segurado: empregadores, períodos trabalhados, remunerações, contribuições como autônomo etc. Esse relatório também é conhecido como extrato do INSS.

No entanto, nem sempre todo o período trabalhado é computado pelo sistema. Quando isso acontece, a responsabilidade de comprovar as contribuições e os vínculos empregatícios é do próprio segurado.

Portanto, se você entra com processo administrativo no INSS, mas não entrega as provas necessárias, o instituto emite uma carta de exigência para a apresentação dos documentos. Assim, o requerimento volta para o fim da fila de gerenciamento de tarefas da Previdência Social e acontece a demora na análise de aposentadoria.

5. Problemas nos documentos apresentados pelo segurado

Documentos desatualizados ou insuficientes para a prova do requerimento também são obstáculos no processo administrativo INSS. Muitas vezes, o segurado não sabe onde guardou ou até jogou fora os registros necessários para validar as informações fornecidas.

Imagine que você não passou na perícia do INSS ao requerer a aposentadoria por invalidez, por exemplo. Para entrar com recurso e comprovar a incapacidade, é necessário fornecer exames, laudos médicos, receitas de medicamentos, atestados etc.

Se o segurado apresenta um requerimento sem sequer ter esses papéis, o processo vai demorar para ser analisado, e o pedido ainda pode ser negado. Afinal, o INSS pode interpretar essa negligência como falta de interesse do segurado.

O que fazer para o processo administrativo INSS andar mais rápido?

Tem que fazer a sua parte e juntar todos os documentos necessários antes de dar entrada no benefício! Para evitar a demora na análise de aposentadoria, é aconselhável retirar o extrato do INSS antes de fazer o requerimento para identificar inconsistências e já buscar as certidões faltantes a fim de agilizar os trâmites.

Essa atitude contribui para que o benefício seja concedido na primeira tentativa, sem a necessidade de entrar com recurso administrativo. Se o benefício for negado, esses documentos se tornam ainda mais importantes.

Porém, existem fatores que fogem do controle do segurado. Contra o mau funcionamento do Meu INSS e a falta de servidores na autarquia, por exemplo, o beneficiário não tem muito o que fazer. Nessas situações, o mais aconselhado é procurar um advogado de sua confiança para judicializar a causa.

Um especialista em direito previdenciário consegue fazer requerimentos junto ao órgão sem necessidade de agendamento prévio e acompanham o andamento dos pedidos de perto. Isso torna o processo administrativo no INSS mais ágil.

É bom lembrar de que não é obrigatório contratar um advogado para ter acessos aos serviços do INSS. Contudo, ao contar com apoio especializado, você será orientado por quem já tem costume de lidar com causas previdenciárias. Dessa forma, você receberá orientações mais precisas e as chances de ter o benefício concedido serão maiores.

Tem que ter paciência para lidar com a demora na análise de aposentadoria. Afinal, existem diversos fatores que deixam o processo administrativo INSS mais lento. Para driblar esses obstáculos, siga as dicas deste post. Em alguns casos, você pode precisar de ajuda especializada.

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Dr. Gustavo Escobar

advogado (OAB-GO 25.790) formado pela PUC-GO e sócio-proprietário do escritório Escobar Advogados

Dr. Hayann Victor

advogado (OAB-GO 32.746) – Formado pela PUC-GO (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) e especialista na realização de cálculos previdenciários.
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